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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

back in the bus... :(

As paragens da RL estáo tão próximas umas das outras, que, no outro dia, estava eu a chegar a uma paragem onde o autocarro parou, corri um pouco para a próxima paragem (porque o meu passe só abarca essa zona) e cheguei a tempo de entrar no bus!... Que atraso de vida...

terça-feira, 22 de março de 2011

Combóio: uma oportunidade para dois grandes prazeres (quando não há greve)

Pá, não gosto mesmo nada quando as pessoas que viajam de combóio fazem questão que os passageiros da sua carruagem e das duas contíguas ouçam claramente tudo o que dizem, quer ao telefone, quer em conversa com o vizinho do assento ao lado... É que perturbam imenso as minhas duas actividades preferidas neste meio de transporte - ler e dormir. Ver a paisagem vem em terceiro lugar. É que, depois, a conversa até se torna interessante e, cusca como sou, dou comigo mais atenta à léria da pessoa do que às páginas que leio...
E amanhã há mais uma greve, não é verdade?, e lá terei eu que sair de casa às 6h30 para apanhar autocarro e ir dormir para o trabalho... Que bonito...

Miséria... Os maquinistas estavam à espera que eu viesse para Lisboa para fazerem uma greve permanente, que é que isto é... Preguiçosos!

Ups! Agora, tenho à perna os defensores dos direitos dos trabalhadores... :S



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Transportes públicos - a saga IV

Desta vez até foi antes de entrar no transporte! Chovia que se fartava, e o raio do homem-dos-bilhetes enfiado na paragem com 3 (3!!!) filas de pessoas à frente, todas apertadinhas pa caberem no coberto, na conversa com outro homem qualquer e eu ali meio à chuva meio dentro do coberto, com a nota de 10 na mão à espera que o raio do senhor decidisse cumprir as suas funções...
Melhor fez uma senhora, depois de eu ja ter o meu bilhetinho enfiado no bolso das calças, que mal chegou à paragem gritou la para dentro: "Ó senhor-dos-bilhetes, venha cá que aí num chego!"

A mesma mulher foi o caminho todo até Vila Real em pé, no corredor do autocarro, a falar com um casal amigo, de onde destaco o seguinte:
"- Quem o António? Ui, esse já não existe!
- Ah! Morreu??!"
- Não, já não trabalha..."

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Transportes públicos - a saga III

Já cá faltava a pérola...

De acordo com a minha experiência em viagens de autocarro, o pessoal da Rodonorte e da Santos desistiu de marcar os lugares, vindo inscrito no bilhete Lugar: s/m (sem marcação, portanto). Na viagem para Lisboa tive o cuidado de verificar e, como sempre, não havia lugares marcados (o que muito me agradou, diga-se, desde já)... Porém, na viagem de regresso, não reparei nesse pormenor...

Introduzido o tema, vamos ao relato do que se passou:

Monstra do Jet7: Menina, o seu lugar não é aí, esse é o meu lugar! Tem que se chegar para lá!
Eu, humilde mortal: Ah! Desculpe, não sabia que havia lugares marcados!
Claro que há, há sempre lugares marcados!
(procurando o meu bilhete, para ver o meu lugar) Não, não há. Por exemplo, quando eu vim para cá, não havia lugares marcados...
Há sempre lugares marcados...
(Arre! Mostrei-lhe o meu bilhete de ida, já que foi esse que encontrei, em vez do que tinha acabado de arrumar!) Não, não há. Vê aqui?
Mas há sempre lugares marcados. (!!!! Vai ser cega e teimosa para o raio que te parta! Levantei-me para ir para o lugar do meu bilhete)
Vai sair?
Pois! Vou para o meu lugar!
Ah deixe-se estar aí!
Pode vir alguém com este lugar no bilhete.
Mas pode não vir ninguém. Deixe-se estar.
Deixei-me estar, porque aquele lugar era à janela - que eu prefiro - e o outro não. E também porque a Monstra do Jet7 podia ser chata mas, pelo menos, não cheirava mal. E nunca se sabe o que me esperava no lugar 31...
Sabe, não pode trazer isso (mochila) para aqui.
Posso, sim. Os motoristas deixam sempre.
Mas não devia poder, porque é uma falta de respeito pelo espaço das outras pessoas.
(a passar-me, com a mochila entre as pernas e as pernas bem apertadinhas) Estou a desrespeitar o seu espaço?!
Não. Mas está a desrespeitar o seu.
Não se preocupe com isso... Eu não me importo.
Sabe? É que eu sou hospedeira de bordo da TAP...
(já cá faltava a síndrome do expertise...)
... e, por vezes, os turistas querem levar tudo com eles, mas não podem porque blábláblá e deve pôr-se a bagagem na parte de cima e blábláblá e já viu como eles aqui põe as malas na bagageira? É uma vergonha, são uns brutos, eu arrepio-me toda e blábláblá...
Hum-hum... pois...
Vê?, eu só trago a carteira e estou aqui à vontade....

Constatando que eu não lhe dava grande conversa, calou-se. Menos de duas horas depois, parámos para almoçar. O motorista avisou para estarmos todos no bus às 13h. E não é que chega a hora e (adivinhem quem) ainda não tinha chegado?... E passam 5 minutos... E passam 10... O motorista decide ir em busca da Monstra do Jet7. "Tão cheia de 9 horas para umas coisas...", comenta uma rapariga simpática do outro lado do corredor. O motorista chega com duas mulherzitas. Olhe, nenhuma destas senhoras é a que ia ao meu lado... Não?!, assusta-se o pobre do homem, que tem horários para cumprir. Eu sei quem é a senhora que falta! Eu vou procurá-la! grita um senhor, lá atrás, cheio de vigor. Em menos de nada, aí que vêm três pessoas em desenfreada correria: o homem cheio de vigor, a Monstra do Jet7 e a amiga da Monstra do Jet7. Ai, desculpem (pausa para recuprar o fôlego) perdemos a noção das (nova pausa, novamente para recuperar o fôlego) horas. Depois, em voz mais baixa, mas não tão baixa quanto isso: Sente-se aí! E a amiga da Monstra do Jet7 sentou-se.

E começou. Do Pombal a Vila Real. Tem que ir àquele restaurante (...) Tem que falar com aquele advogado (...) Ai, fui àquele museu e apareceu o Prof. Cavaco com os explicadores e ainda bem, senão não percebia nada do significado das obras de arte. (...) Os temas dos quadros da Paula Rego são diabólicos (...) Ahahahahah (não, a sério, gargalhada sinistra) (...) 'Tá? É a nani! Olha querida já 'tou a chegar! UFA!!!

Para além da falta de respeito que a Monstra do Jet7 demonstrou por todos os passageiros, dificultou imenso o meu adormecimento, com a sua voz assustadora (para não mencionar as gargalhadas - olha! Já mencionei!) e, ainda por cima, acordou-me (e isto é imperdoável!!) quando levantou a sua mala do chão, e me bateu com ela na perna, desrespeitando o meu espaço, sem sequer pedir desculpa... Estranho, para quem estava tão preocupada com a falta de respeito que estava a ter pelo meu próprio espaço...

domingo, 24 de maio de 2009

Transportes públicos - a saga III

Como é costume, o autocarro para Mirandela vinha já quase cheio da garagem, pelo que tive de andar a perguntar "Olha, posso?" para arranjar um lugar, coisa que detesto. No entanto, desta vez (e pela primeira vez) tive 2 respostas do estilo: "Hum, é melhor não te sentares aí, que o ar condicionada tem vindo a pingar". Eu cá para mim, yeah right, queres é ir sozinha/o... Mas pronto, lá arranjei um lugar e mal me sentei virei-me para o lado e adormeci.
Acordo passado um bocado, com pessoas a falar muito alto, uns lugares à minha frente. "Mas que raio? Será que está alguém a sentir-se mal e eu vou poder, finalmente, pôr em prática as manobras de suporte básico de vida que aprendi no primeiro semestre??". Não... Afinal, o ar estava mesmo a pingar. E pingar é dizer pouco, água escorria como se não houvesse amanhã! Iam, então, meia dúzia de velhotas no corredor, todas indignadas, e as pessoas ao lado a rirem-se e a ligarem para meio mundo "Está a chover no autocarro! ahahahah"...
Espero bem que tenham ido fazer queixa, porque pagar 10€ para depois ir metado do caminho de pé... quer-se-dizer-né....!!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Transportes públicos - a saga II

Eu sou mazinha e depois acontecem-me certas coisas...

É que, durante a viagem que fiz hoje, sentei-me no autocarro e coloquei os óculos escuros, carteira (cheeeeia e pesadííííssima) em cima do banco ao lado, virei a cabeça para a janela - tudo, para desencorajar as pessoas de se sentarem no banco ao lado do meu, porque me apetecia mesmo uma viagem sossegadinha e também porque a carteira estava mesmo pesada e não me apetecia nada fazer a viagem com ela no colo... Esta é a parte em que sou má.

Nesta espera, acabei por quase adormecer... Despertei com uma voz rouca (no senido negativo da palavra): "Posso?". Olhei: homem nos seus 50, barba por fazer, unhas sujas, roupa desgrenhada e o cheiro... eu nem vou falar! :S

Mesmo assim, passado algum tempo a tentar prender a respiração, consegui adormecer (sim, estava mesmo com muito sono... não dormi nada a noite passada...). Quando acordei, já não muito longe do Porto, o homem lança um grunhido. E eu, ainda meio endorminhada: "O quê?", "Estás com sono". EstáS?! Mas que confiança é esta?! Chega p'ra lá! Não respondi. Não faltava mai nada... O homem deve estar parvo... "Então, vais para o Porto? Que é que vais lá fazer?" Eu bem que não ligava, mas o homem não se calava... "Vou ter com umas pessoas", lá respondi. "Pois, sexta é noite de borga... Mas aviso-te já... Se queres um conselho de amigo, não vás para a Ribeira hoje à noite... É que eu sou da PSP e vamos fazer uma rusga lá hoje, a partir da uma da manhã. E vamos apreender toda a droga que houver e prender todas as pessoas!". Virei-me novamente para a janela e comecei a tentar controlar o riso... Depois, o homem não parava de falar na rusga... "Vai ser uma grande rusga, tenho que descansar duas horas antes da rusga, vim de propósito para a rusga, rusga, rusga, rusga...". A palavra chegou a perder o sentido! Até ligou (ou fez que ligou) para alguém e disse: "Olha, estou aqui com uma rapariga bonita, ela vai sair hoje à noite aqui no Porto e eu estou a dizer-lhe para não ir para a Ribeira, é hoje a rusga não é? É a partir da uma da manhã, não é? Pois, hoje na Ribeira não dá jeito... Sim, eu digo-lhe...". Como viu que eu me ria, disse "Não acreditas que eu sou polícia, pois não? Então vou mostrar-te o meu distintivo da polícia". O homem tira uma série de cartões do bolso, aí uns dez cartões de telemóvel (daqueles grandes, onde vem o cartão pequeno quando se compra o telemóvel) e uma carta de condução, das antigas. Mostra-me a carta. "Vês?" Isto é verídico!! Acerca dos cartões, disse: "Isto é tudo roubado!... Roubado, que eu apreendi!" (claro, não fosse eu pensar que ele é que os tinha roubado...) Já não sabia o que fazer para não rir à gargalhada... Mas depois o homem começou com perguntas parvas... "Vens ter com o namorado?" "Como é que te chamas?" "Tira os óculos, para poder ver o teu olhar" "Dá-me o teu número". eu tentava não lhe responder (perguntas que não merecem resposta), mas lá me saiu: "Se é polícia, devia saber que não devemos dar o número de telefone a estranhos". Raio do homem! Fartou-se de insistir comigo para ficar com o número dele, caso precisasse de algum sítio para dormir, no Porto!!!! Dá para acreditar?!! E, no fim, ainda me convidou para tomar café... "Tenho que fazer" foi o que disse, praticamente a fugir, na direcção oposta à que ele ia. E eu até queria ir para aquele lado. Mas depressa mudei de planos! Arre!!!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Transportes públicos - a saga

Ah, e tal, são mais ecológicos, mais rápidos (?) e mais baratos (??)... e muito mais chatos!!

São muitas as histórias que poderia aqui relatar sobre as longas viagens que tenho feito de autocarro por este País fora... Hum, ok, praticamente só pelo Norte. Pormenor. O essencial é que, cada vez que tenho que entrar num transporte público, por pouco não me dá um ataque de pânico, só de imaginar o que pode, inesperadamente, suceder.

Por exemplo: este fim-de-semana fui até Braga... atrás de mim, sentou-se uma jovem que, ainda o motorista não tinha carregado no acelerador, já ligava o pc. Depois, ligou a música. No máximo. Sem auscultadores. E lá tive eu que levar com algo do tipo "The worst of Anselmo Ralph" durante uma boa parte do caminho... Porquê eu, meu Deus?! É que, tipo, a sério, meus, gostos não se discutem: aquilo é mau!, muito mau, e pronto. Se não acreditam, provem um pouco (atentem, especialmente, na letra):



Depois, também acontecem as cenas engraçadas...
Esta mesma jovem mudou súbita e radicalmente de gostos e, para meu grande alívio, pôs a tocar a "I'm yours" do Jason Mraz. Quando mudei de autocarro, a meio do percurso, sentei-me junto a uma outra jovem que, a certa altura, decide ligar o mp3. Tendo em conta o volume da música, tenho a certeza que a generosa miúda fez questão (de?) que eu também ouvisse as suas preferências. E não é que uma delas foi a tal "I'm yours"? Que acham que ela pensou quando me pus a cantarolar a mesma música que ela levava colada aos ouvidos?...